O policial civil Alexandre Carlos Jeronimo dos Santos foi preso em flagrante por falso testemunho durante audiência de instrução na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.
O policial era testemunha no caso envolvendo o delegado Maurício Demétrio Afonso Alves, ex-titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), preso em junho de 2021. Demétrio é suspeito de comandar um esquema que exigia propina de lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis, para permitir a venda de roupas falsificadas.
Na sessão, conduzida pelo juiz Bruno Monteiro Rulière, Santos foi questionado se ele tinha ciência de quem seriam os alvos da diligência de busca e apreensão ocorrida em março de 2021, realizada pela DCRPIM. O policial civil negou ter ciência de detalhes da operação supostamente forjada pelo delegado. No entanto, o juiz mostrou conversas entre o delegado e o policial pelo WhatsApp, sem seguida deu voz de prisão por falso testemunho.
Conforme o juiz, as conversas de Whatsapp entre o delegado e a testemunha, “revelam de forma inequívoca a prévia ciência de Alexandre Carlos Jeronimo acerca de quem seriam os alvos da busca e apreensão”.
Na audiência, segundo Rulière, o policial civil “respondeu reiteradamente que não sabia quais eram os alvos”. Pela defesa dos réus, conforme o magistrado, foi requerida a reconsideração da determinação que resultou na prisão flagrante da testemunha. No entanto, a decisão de prisão em flagrante do policial foi mantida.
As investigações que levaram à prisão de Demétrio começaram em 2019 com o depoimento de uma lojista de Petrópolis. Ele se recusou a pagar propina de R$ 250 por semana. Dias depois de se rebelar, sua loja foi alvo de operação da delegacia, comandada por Demétrio, com mais de 100 peças de roupas apreendidas. O delegado nega as acusações. Além dele, outras cinco pessoas foram presas.






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