Audiência de conciliação realizada hoje (18) entre o Juiz Eduardo Appio e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) resultou em acordo no qual o magistrado admitiu que teve conduta imprópria quando estava no comando da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele sucedeu o ex-juiz Sérgio Moro na condução da Lava Jato.
Segundo informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o magistrado também concordou em desistir de voltar para a Vara e se inscrever em edital para ser transferido para outro local.
Appio foi afastado da 13ª Vara pelo TRF-4 depois da denúncia que ele telefonara para o filho de um desembargador do tribunal fingindo ser por outra pessoa.
O juiz passou então a responder a um processo administrativo. Inicialmente, os desembargadores do TRF-4 queriam que Appio admitisse que fez o telefonema e fosse removido da Vara de forma compulsória.
No acordo, o juiz apenas admitiu que teve conduta imprópria, sem especificar se ligou ou não para o filho do desembargador. Ele também aceitou desistir da 13ª Vara Federal de Curitiba para onde pretendia voltar. Para permanecer na magistratura, Appio se inscreverá em edital em que pedirá voluntariamente a sua transferência. Depois que ocorrer a inscrição, o corregedor Luís Felipe Salomão encerrará o processo administrativo.
No comando da 13ª Vara, Appio iniciou uma série de apurações internas sobre atos do juiz Sergio Moro na época da Operação Lava Jato. Ele tentava averiguar o destino de R$ 2 bilhões arrecadados de réus que decidiram colaborar com a Justiça, o paradeiro de obras de arte apreendidas, entre outros temas.





