O destino do juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba, será discutido em reunião convocada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O encontro deverá reunir o magistrado e o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), informa Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S.Paulo.
A Corte afastou Appio da 13ª Vara depois da denúncia de que ele telefonou para o filho de um desembargador do tribunal se passando por outra pessoa. O juiz, que passou então a responder a um processo administrativo, nunca admitiu ser o autor do telefonema, nem de supostas ameaças feitas ao jovem.
A coluna apurou que desembargadores queriam que ele admitisse a culpa antes de retornar ao trabalho, o que os advogados não aceitaram. O TRF-4 acabou negando oficialmente o acordo, afirmando que as regras para que ele ocorresse ainda não estariam definidas.
Diante do impasse, o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, convocou a reunião de conciliação. No comando da 13ª Vara, Appio iniciou uma série de apurações internas sobre atos do juiz Sergio Moro na época da Operação Lava Jato.
Appio tentava averiguar o destino de R$ 2 bilhões arrecadados de réus que decidiram colaborar com a Justiça, o paradeiro de obras de arte apreendidas, entre outras coisas.
Há cerca de um mês, os advogados de Appio apresentaram um pedido de acordo ao TRF-4: ele desistiria de tentar voltar à 13ª Vara, e o processo contra ele seria encerrado.





