Dono da Choquei cumpre rotina em presídio de segurança máxima após prisão por esquema bilionário

Raphael Sousa Oliveira está detido no Complexo Prisional Daniella Cruvinel, em Goiás; defesa alega que prisão é injustificável e tenta soltura imediata

O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, cumpre desde a última sexta-feira (17) uma rotina rigorosa no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. A unidade é classificada como de segurança máxima pela Polícia Penal de Goiás. O influenciador foi detido no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais que somam R$ 1,6 bilhão.

De acordo com informações da administração penitenciária, Raphael segue o protocolo padrão do sistema prisional goiano. Ele tem direito a quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, jantar e ceia — além de duas horas diárias de banho de sol. O regime de visitas é restrito, permitindo até dois encontros por mês, realizados apenas por familiares devidamente cadastrados junto à unidade.

Segundo a PF, o influenciador atuaria como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato digital. A investigação aponta que ele teria recebido valores por serviços de publicidade dentro do esquema, que também envolveria apostas ilegais, rifas digitais e empresas de fachada.

O principal beneficiário econômico do esquema, de acordo com a PF, seria o funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP.

Defesa contesta prisão

​A defesa de Raphael Sousa, representada pelo advogado Pedro Paulo Medeiros, classificou a manutenção da custódia como “tecnicamente injustificável” e impetrou um Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Os advogados argumentam que as diligências de busca e apreensão, bem como o interrogatório, já foram concluídos, e sustentam que a atividade de publicidade para personalidades não constitui crime.

​Em depoimento, Raphael foi questionado sobre o recebimento de R$ 370 mil vindos de MC Ryan SP. A defesa explicou que o montante refere-se a serviços prestados e que uma parcela de R$ 100 mil, enviada por um terceiro desconhecido, seria uma prática comum no meio artístico, onde contratantes direcionam pagamentos de parceiros para custear despesas de projetos musicais. A Justiça de primeira instância negou o pedido de revogação da prisão, sob a justificativa de que é necessário aguardar o avanço da apuração para garantir a segurança do processo.

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