Alana Anísio Rosa, de 20 anos, que sofreu mais de 30 golpes de facadas dentro da própria casa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, conseguiu contar aos pais o que aconteceu na noite do ataque, em 6 de janeiro. Ela segue internada em um hospital particular da cidade. O suspeito do crime, Luiz Felipe Sampaio, está preso.
A informação foi divulgada nas redes sociais pela mãe da vítima, Jaderluce Anísio de Oliveira. De acordo com o relato feito por Alana à família, o agressor invadiu a casa logo após ela retornar da academia. “Quando ela entrou em casa, ele já pulou o muro e entrou atrás dela. Ele já chegou batendo nela. Ela disse que ele chutou muito a cabeça dela. Jogou ela no chão”, contou Jaderluce.
Ainda segundo a mãe, a filha percebeu que o homem utilizava luvas durante o ataque, o que, para a família, indica que o crime pode ter sido planejado.
Jaderluce relatou que chegou mais cedo do que o habitual à residência e flagrou o momento das agressões. “Depois de chutar várias vezes, ele começou a esfaquear. Ele não esperava que eu chegasse naquele horário. Graças a Deus consegui vê-lo”, disse. Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi localizado posteriormente pela polícia.
Apesar do trauma, Alana demonstra vontade de retomar a rotina. Segundo a mãe, a jovem está ansiosa para voltar aos estudos e já perguntou quando poderá retornar às aulas.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro, no bairro Galo Branco, em São Gonçalo. Luiz Felipe Sampaio invadiu a casa da família e atacou a jovem com diversas facadas. Jaderluce chegou à residência mais cedo do que o habitual, flagrou a agressão e conseguiu empurrar o suspeito para fora do imóvel. Ele foi preso em flagrante pouco depois.

De acordo com a família, os dois se conheceram em uma academia há cerca de um ano, mas não mantinham relacionamento. A partir de dezembro, o suspeito passou a enviar mensagens, flores e bombons, dizendo ser um admirador secreto. Alana agradeceu e informou que não queria um relacionamento, pois estava focada nos estudos. Após a negativa, ele passou a persegui-la.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do acusado. O espaço permanece aberto para manifestação.






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