Jato que levou Flávio Bolsonaro a Miami custou R$ 758 mil, diz jornal argentino

Contratação foi feita por corretor dos Estados Unidos; identidade de quem pagou o voo permanece desconhecida

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O jatinho que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal aos Estados Unidos teria custado US$ 140 mil (R$ 758.800,00) Segundo o jornal argentino La Nación, a aeronave foi contratada por um corretor de viagens norte-americano, mas ainda não se sabe quem arcou com a despesa.

O voo foi realizado em um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW. De acordo com a publicação, o corretor procurou a empresa argentina Baires Fly na tarde de segunda-feira (26), inicialmente solicitando uma aeronave para transportar oito passageiros brasileiros de Foz do Iguaçu a Miami.

A empresa teria exigido pagamento antecipado por não conhecer o intermediário. O valor foi transferido rapidamente. O nome do corretor aparece na fatura, mas a Baires Fly teria informado que não o divulgará, a menos que seja obrigada pela Justiça.

Preparativos e mudança de horário

A aeronave foi deslocada de Buenos Aires para Puerto Iguazú, cidade argentina na fronteira com o Brasil, e chegou ao aeroporto local às 23h45 de segunda-feira. O embarque estava previsto inicialmente para a madrugada de terça-feira, mas não ocorreu naquele horário.

Segundo o La Nación, a tripulação recebeu uma mensagem indicando que a viagem não aconteceria e que deveria ir a um hotel. Os tripulantes só voltaram ao aeroporto na tarde de terça-feira, quando o jato permaneceu estacionado à espera dos passageiros.

O jornal relata que Flávio Bolsonaro já teria um passaporte italiano. O documento brasileiro estaria sujeito a um pedido de apreensão. Como a Itália integra o programa de isenção de vistos dos Estados Unidos, o senador precisaria, ainda assim, de uma autorização eletrônica de viagem, que deve ser solicitada com 72 horas de antecedência.

Embarque e chegada a Miami

Flávio Bolsonaro e a família teriam chegado ao aeroporto em uma SUV branca, com placas brasileiras, após atravessar a Ponte Tancredo Neves. O Gulfstream decolou de Puerto Iguazú às 0h21 de quarta-feira (28), no horário local, depois de permanecer cerca de 26 horas no aeroporto.

A aeronave fez uma escala de menos de uma hora em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami. O pouso no Aeroporto Executivo de Opa-locka ocorreu por volta das 10h30, no horário de Brasília, segundo a reportagem argentina.

O La Nación também afirma que Santiago Caputo, assessor especial do presidente argentino Javier Milei, estava no aeroporto durante o embarque. A publicação relata que o corretor teria ligado para a Baires Fly de um telefone próximo a Caputo. Após a viagem, Caputo publicou nas redes sociais críticas à cobertura jornalística sobre o caso.

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