O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (12) que a situação no país está sob controle total após o aumento da violência durante os protestos registrados no fim de semana. Segundo o chanceler, ações recentes teriam sido incentivadas por ameaças dos Estados Unidos, que, de acordo com ele, motivaram ataques de grupos classificados como terroristas contra manifestantes e forças de segurança.
Araqchi declarou que o Irã está preparado tanto para a guerra quanto para o diálogo e confirmou que o acesso à internet será restabelecido de forma coordenada com as autoridades de segurança. O governo iraniano havia imposto restrições à rede em meio à escalada dos protestos.
As declarações ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington pode intervir caso o regime iraniano passe a matar manifestantes. Trump disse que acompanha de perto a situação e voltou a ameaçar Teerã, reforçando que os EUA estão prontos para agir.
No domingo (11), Trump afirmou ainda que o Irã teria feito contato com os Estados Unidos para negociar um novo acordo nuclear, após ameaças de intervenção. O chanceler iraniano não comentou sobre essa possibilidade em suas declarações mais recentes.
Organizações de direitos humanos relatam um aumento expressivo no número de mortos e presos desde o início dos protestos. Segundo a HRANA, ao menos 538 pessoas morreram e mais de 10 mil foram detidas, números que não são confirmados oficialmente pelo governo iraniano. Autoridades do país acusam os Estados Unidos e Israel de interferência externa e afirmam que a segurança nacional é inegociável.
Diante do agravamento da crise, o governo iraniano também ameaçou retaliar Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio em caso de ataque, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian afirmou estar disposto a ouvir a população, mas condenou atos de violência e responsabilizou potências estrangeiras pela instabilidade.






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