Dois jovens que já são alvos da investigação sobre o estupro coletivo em Copacabana, em janeiro deste ano, foram identificados pela Polícia Civil em uma denúncia pelo mesmo crime, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, no ano de 2023.
São eles: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que está preso preventivamente pelo primeiro caso; e o adolescente, apontado pelos investigadores como responsável por intermediar os encontros com as vítimas. Ele está internado por determinação da Justiça.
Nova denúncia
Segundo a Polícia Civil, a nova investigação apurou uma denúncia envolvendo uma adolescente de 14 anos. De acordo com o inquérito, a jovem teria sido levada, pelo adolescente, a um encontro com Mattheus Veríssimo e Gabriel Oliveira Palmieri. No local, ela foi estuprada.
A mãe da adolescente relatou aos agentes da 12ª DP que a filha sofreu agressões físicas durante o crime, forçada a ter relações sexuais por cerca de uma hora e meia com os três. O crime estava sendo filmado e as imagens da violência teriam sido divulgadas posteriormente.
Trio vai responder por estupro
Para Gabriel, conhecido como De Paris, os investigadores solicitaram medidas cautelares, como proibição de contato com a vítima e afastamento mínimo de 100 metros.
Durante as investigações, os agentes reuniram fotografias das lesões registradas à época dos fatos e analisaram mensagens trocadas após o episódio. Segundo a corporação, o material é considerado compatível com os relatos colhidos durante a investigação.
O inquérito foi encaminhado à Justiça. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro já se manifestou favoravelmente às medidas solicitadas pela Polícia Civil em relação aos envolvidos. Ambos vão responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado.
Como ocorreu o crime em Copacabana
De acordo com as investigações, o menor convidou a jovem para o apartamento em Copacabana no dia 31 de janeiro. No local, estavam Mattheus, Vitor Hugo, João Gabriel e Bruno Allegretti.
A vítima relatou que, após iniciar uma relação sexual consensual com o adolescente, foi surpreendida pela entrada dos demais suspeitos no quarto. Eles teriam assistido, feito comentários debochados e, em seguida, participado do estupro coletivo.
Segundo depoimento, Mattheus foi o primeiro a se aproximar e a tocar a vítima, seguido pelos demais. A jovem afirmou ter ficado “sem reação” diante da violência. Ao sair do local, ainda ouviu de Mattheus que “da próxima vez levasse uma amiga boa igual”.






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