Ao ser informado das novas suspeitas envolvendo suposto comércio de decisões e de informações de processos sigilosos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que levaram a Polícia Federal a deflagrar na terça-feira, 18, a segunda fase da Operação Sisamnes, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a investigação sob sua tutela. Ele apontou para a hipótese de o caso ainda envolver autoridade detentora de foro privilegiado perante a Corte.
O Supremo é a instância competente para investigar ou processar ministros do STJ. Na decisão que autorizou a nova fase da Operação Sisamnes, Zanin afirmou que “ainda persiste investigação que pode envolver pessoa com prerrogativa de foro.”
“A gravidade concreta dos casos narrados mostra-se até aqui manifesta, exigindo pronta resposta desta Suprema Corte, até porque envolvem menção – verdadeiras ou não, não é possível saber neste momento – a ministros do Superior Tribunal de Justiça”, justificou Zanin.
A decisão afirma que o “prestígio” do Poder Judiciário “lamentavelmente pode vir a sofrer máculas em virtude do agir de uma ínfima minoria de seus membros e servidores”.
“Eventuais condutas que se desviem da ética e das imposições legais necessitam, pois, de escorreitas investigações, a fim de que se tutele a própria dignidade do Poder Judiciário.”
Procurado pela imprensa, o STJ não se manifestou.
Com informações do blog do repórter Fausto Macedo, no jornal Estado de São Paulo, Estadão





