Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua Mensal), divulgada na manhã desta terça-feira pelo IBGE, revela que a renda média do brasileiro caiu 7,9% em relação ao ano passado.
A renda do brasileiro vem caindo de maneira constante desde o período que antecedeu a pandemia, e não houve recuperação depois da diminuição da intensidade da crise sanitária.
Por causa da queda acentuada da renda, criou-se um ambiente que favorece a criação de novos empregos, mas com salártios cada vez menores do que os que vinham sendo pagos para as mesmas funções.
Houve uma queda de 0,7 ponto percentual no número de desocupados em relação ao trimestre anterior de novembro a janeiro (11,2%), que serve de base de comparação. Ainda assim, há 11,3 milhões de brasileiros em busca de uma vaga no mercado de trabalho.
Puxada pelas vagas formais, a expansão da ocupação não foi capaz de se traduzir em aumento do rendimento.
— No ano, embora tenha havido um crescimento expressivo da população ocupada, houve retração do rendimento, fazendo com que a massa fique estável apesar do número muito maior de pessoas ocupadas — contextualiza o IBGE.
A reabertura econômica impulsionou o avanço da população ocupada no início deste ano, mas a expectativa dos economistas para os próximos meses é de desaceleração da geração de postos de trabalho. Analistas projetam desaceleração da atividade econômica no segundo semestre e um recuo menor da taxa de desemprego ao longo do ano.
Isso porque a combinação de inflação de dois dígitos, juros elevados e riscos políticos impactam a atividade econômica, o que dificulta o otimismo dos empresários no que se refere à contratação de profissionais.






Deixe um comentário