Homenagem no skate: pistas da Praça do Ó, na Barra, são batizadas com o nome de Cesinha Chaves

Prefeitura publica decreto que batiza as pistas com o nome de Cesinha Chaves, reconhecendo a importância do atleta e comunicador para o esporte no Brasil

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou uma homenagem histórica a um dos nomes mais emblemáticos do skate brasileiro. Por meio do Decreto Rio nº 57.182, publicado nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial, as duas pistas de skate localizadas na Praça São Perpétuo (pupularmente chamada de Praça do Ó), na Barra da Tijuca, passam a se chamar Pistas de Skate Cesinha Chaves. A decisão reconhece o legado de Cesar Augusto Diniz Chaves Filho, conhecido em todo o país como Cesinha, atleta e comunicador que ajudou a consolidar e valorizar o skate no Brasil. Cesinha morreu em junho do ano passado, aos 68 anos, após perder uma batalha contra um câncer.

O decreto, assinado pelo prefeito em exercício Eduardo Cavaliere, destaca que Cesinha foi essencial para difundir a prática e a competição do skate como modalidade esportiva, deixando uma contribuição marcante para o esporte e para a cultura urbana.

Uma das pistas da Praça do Ó, na Barra / Divulgação

Quem foi Cesinha Chaves

A morte de Cesinha Chaves, aos 68 anos, em junho de 2024, deixou uma lacuna irreparável na história do skate brasileiro. Considerado um dos pioneiros do esporte no país, o skatista, videomaker e apresentador dedicou mais de cinco décadas a registrar, impulsionar e preservar a cultura sobre quatro rodas.

Nascido Cesar Augusto Diniz Chaves Filho no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1955, Cesinha começou a andar de skate em 1968, quando a modalidade ainda engatinhava no Brasil e era popularmente chamada de surfinho. Sua atuação precoce e insistente ajudou a moldar o cenário que viria a profissionalizar o esporte nas décadas seguintes.

Ascensão e liderança no skate nacional

Desde os primeiros anos, Cesinha se destacou como figura de liderança. Fundou a primeira marca de shapes do país e comandou a Surfcraf, uma das primeiras equipes competitivas do Rio de Janeiro. Sua visão o levou também ao jornalismo esportivo, tornando-se coeditor das revistas Brasil Skate e Visual Esportivo, publicações essenciais para a formação da cena nos anos 1970 e 1980.

Em 1980, expandiu horizontes ao competir no circuito da ASPO, na Califórnia, centro mundial do skate. A experiência reforçou seu compromisso em profissionalizar o esporte no Brasil.

Cesinha foi um dos pioneiros e principais divulgadores do skate no Brasil / Reprodução

Protagonista da mídia do skate

Nos anos 1990, Cesinha criou a Brasil Skate, a primeira revista especializada do país, tornando-se referência para gerações de praticantes. Paralelamente, sua carreira na TV consolidou seu nome como principal voz da modalidade.

Ele atuou como apresentador, editor, diretor, redator e câmera em emissoras como TV Record, MTV Brasil, CNT, SporTV e Woohoo. Programas como Vibração, Ombak, Pool Sessions, Disaster e Skate de A a Z se tornaram marcos da divulgação da cultura skatista na TV brasileira.

Documentarista incansável

A produção audiovisual de Cesinha também marcou época. Ele dirigiu e filmou documentários que viajaram pelo mundo do skate, como Hellride Brazil ’94, Sk8tour, Conexão Europa e Skateboards — Uma Viagem aos Quatro Cantos do Mundo do Skate. Também participou do longa Vida Sobre Rodas, um dos principais registros do skate nacional.

Últimos anos e luta contra o câncer

De 2016 a 2024, comandou o canal Chave Mestra no YouTube, onde seguia produzindo vídeos, entrevistas e registros históricos. Ele morreu no Rio de Janeiro após lutar por vários anos contra o câncer, deixando um legado monumental para o esporte.

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