Hamas declara fim da guerra e início de cessar-fogo permanente; Israel ainda não confirmou

Grupo palestino afirma ter recebido garantias de Estados Unidos, mediadores árabes e Turquia de que as hostilidades em Gaza chegaram ao fim

O Hamas anunciou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel e o início de um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pela agência Reuters, marcando um possível desfecho para um dos conflitos mais devastadores dos últimos anos no Oriente Médio.

Segundo Khalil al-Hayya, chefe do Hamas na Faixa de Gaza, o grupo recebeu garantias dos Estados Unidos, de mediadores árabes e da Turquia de que “a guerra em Gaza terminou definitivamente”. O anúncio foi acompanhado de uma nota das Brigadas Al-Qassam, braço armado do movimento, que confirmou o início da implementação do cessar-fogo permanente.

Em Tel Aviv, comemoração com a perspectiva de fim da guerra

Al-Hayya afirmou que o Hamas tratou o plano apresentado pelos EUA “com grande responsabilidade” e enviou uma resposta que, segundo ele, “atende aos interesses e direitos do nosso povo e inclui nossa visão para acabar com a guerra”.

O líder também exaltou a resistência dos habitantes da Faixa de Gaza, descrevendo-os como protagonistas de “uma guerra como nenhuma outra que o mundo já viu, confrontando a tirania do inimigo, a brutalidade de seu exército e seus massacres”.

Previsão de libertação dos reféns

O anúncio ocorre dias após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que reféns mantidos pelo Hamas seriam libertados no início da próxima semana, como parte do plano de cessar-fogo negociado com Israel. Essa articulação diplomática, que envolve também países árabes e mediadores regionais, pode representar o primeiro passo para uma trégua duradoura após meses de violência e destruição.

Até o momento, o governo israelense não confirmou oficialmente o acordo, e não está claro como será conduzida a implementação do cessar-fogo. Observadores internacionais apontam que, se concretizado, o entendimento poderá abrir caminho para negociações mais amplas sobre a reconstrução de Gaza e o futuro político do território palestino.

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