O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (9) o acordo com o Hamas que estabelece um cessar-fogo e a devolução dos reféns mantidos pelo grupo em Gaza. Com a ratificação, começa a contagem de 24 horas para o início do cessar-fogo.
O Hamas já havia declarado anteriormente a intenção de encerrar o conflito, assinando o acordo e confirmando um cessar-fogo permanente. A proposta passou pelo Conselho de Segurança de Israel antes de ser aprovada oficialmente.
Dois integrantes da extrema direita no governo de Netanyahu, Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças), votaram contra o acordo. Ben-Gvir afirmou que tentaria derrubar o governo caso o Hamas não fosse desmantelado.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, em entrevista à Fox News, disse que o país não pretende continuar a guerra após a assinatura do acordo. Khalil Al-Hayy, negociador-chefe do Hamas, também declarou o fim das hostilidades, citando garantias de Estados Unidos e mediadores árabes sobre um cessar-fogo duradouro.
Principais pontos do acordo
O plano de paz foi apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com mediação do Egito, Catar e Turquia. Entre os destaques:
🟢 Reféns: Israel afirma que o Hamas ainda mantém 48 reféns dos 251 sequestrados em 2023. O acordo prevê que todos sejam libertados em até 72 horas. Israel estima que apenas 20 deles estejam vivos, enquanto o Hamas alega precisar localizar os corpos das vítimas falecidas. Em contrapartida, Israel deve liberar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo condenados à prisão perpétua.
💥 Ataques em Gaza: O cessar-fogo inclui a interrupção dos bombardeios e a redução da ocupação israelense na Faixa de Gaza, de 75% para 57% inicialmente. Apesar disso, tropas israelenses permanecerão no território para garantir a segurança e a operação de devolução dos reféns.
🤝 Início do cessar-fogo: Ainda não há confirmação exata do horário em que o acordo entrará em vigor, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que a votação formal pelo governo ocorre nesta quinta-feira. O acordo deve ser oficialmente assinado às 6h (horário de Brasília). Donald Trump foi convidado a visitar Israel e a Faixa de Gaza nos próximos dias.
Detalhes ainda pendentes
Alguns pontos do tratado ainda não foram esclarecidos, incluindo a transição de governo em Gaza e a entrega completa das armas do Hamas. Trump descreveu o acordo como a “primeira fase” para a paz, indicando que outras negociações ainda são necessárias.
Reféns mortos
Entre as condições do acordo, está a devolução dos corpos dos reféns que morreram em cativeiro. Este tem se mostrado um desafio, pois o Hamas não sabe a localização de todos os corpos. Uma força-tarefa internacional liderada pela Turquia foi criada para auxiliar na busca. Até o momento, 28 dos 48 reféns ainda sob custódia do Hamas faleceram, sendo que seis ou sete corpos permanecem desaparecidos.






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