O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reuniram-se pela primeira vez, nesta segunda-feira, desde que a autoridade monetária decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. Em rápida declaração à imprensa, Haddad disse que eles conversaram sobre vários temas e que a reunião foi “muito boa”. Antes da reunião, Haddad havia afirmado que há espaço para corte na taxa de juros.
— Na minha opinião, tem espaço para cortes. Quando vai ser esse corte? Eu não sei, eu não estou lá dentro. Tem um espaço para corte suficiente para garantir que a economia brasileira se reestabilize — disse Haddad.
Haddad mencionou pesquisa Datafolha, que indicou que 80% dos brasileiros concordam com a pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a queda nos juros. O ministro também afirmou ter a impressão de que o que está acontecendo no mercado de crédito brasileiro, sobretudo no mercado de capitais, não está chegando inteiramente ao Banco Central.
— Não faço parte do BC, mas é um tema recorrente em nossas conversas: “será que vocês estão considerando o que parece estar acontecendo no mercado de capitais?” — disse.
O ministro também reafirmou que não vê espaço para política fiscal mais expansionista que o aprovado na PEC da Transição, no ano passado, quando os gastos neste ano subiram em R$ 170 bilhões. O espaço para o crescimento, disse ele, terá que vir de outro lugar, especialmente dos juros.
— O que vai fazer a economia crescer é o investimento privado. Existe espaço para crescer com PEC da Transição, com o arcabouço, a reforma tributária e a queda da taxa de juros.
Com informações do Globo.





