Haddad afirma que alta ‘forte’ do PIB veio conforme as projeções do governo e reafirma crescimento de 2,5% em 2024

Ministro explicou que equipe econômica ainda avalia impactos da tragédia no Sul para medir consequências sobre crescimento da economia nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, conforme divulgado pelo IBGE, foi “forte” e em linha com as projeções da equipe econômica. Ele destacou que a previsão da Secretaria de Política Econômica (SPE) era exatamente de 0,8%.

Haddad manteve a estimativa de crescimento para o ano em 2,5%, mas mencionou a incerteza quanto aos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul sobre o crescimento da economia e as contas nacionais.

— É um PIB que veio forte. Aliás, veio exatamente igual à previsão que nós tínhamos de 0,8%. Nós continuamos mantendo a projeção de crescimento para o ano na casa de 2,5%, ainda com uma pequena incerteza que é o impacto do ocorrido no RS sobre o crescimento econômico e sobre as contas nacionais — afirmou o ministro, em Roma.

Ele explicou que a equipe econômica ainda está avaliando esses impactos para entender as consequências sobre o crescimento da economia nacional. A economia gaúcha representa 7% da economia nacional, sendo relevante para o Brasil, ressaltou Haddad.

O ministro mencionou que o resultado do PIB mostrou uma recuperação dos investimentos e do poder de compra das famílias.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos cortes na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC), Haddad respondeu que vê espaço para mais dois ou três cortes. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 10,5% ao ano.

O ministro destacou que há uma discussão no BC sobre a taxa a ser registrada no fim do ano.

— Está havendo uma discussão técnica no BC, dos seus diretores, sobre a taxa terminal. Essa indicação vai ser feita à luz de vários indicadores — destacou o ministro.

Ele citou que a inflação está se mantendo em queda em torno de 4% de forma consistente. Haddad mencionou, contudo, que há preocupação com expectativas futuras, mas que na visão dele, são “discretas e bastante superáveis”.

— Há uma preocupação com o comportamento do Banco Central europeu e Banco Central americano (Fed) sobre o início do corte de juros na Europa e nos Estados Unidos. Aqui a situação parece um pouco melhor para que o ciclo de cortes se inicie, já há uma previsão para dois ou três cortes —observou Haddad.

O ministro disse ainda que tem confiança nos técnicos do BC:

— Acredito que temos ali pessoas qualificadas que vão saber tomar a melhor decisão, levando em consideração todos esses fatores e com desejo, que é o desejo do governo e do país, de que inflação se mantenha em patamares baixos e que nós continuemos a perseguir a meta de inflação. Essa é minha crença de que os diretores vão se portar e vão se deixar guiar por essa missão institucional.

Com informações de O Globo.

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