A economia brasileira avançou 0,9% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado indica um crescimento menor em relação ao segundo trimestre, quando a alta foi de 1,4%. A desaceleração já era esperada, mas analistas consideravam que os dados ainda mostrariam uma economia forte.
A variação de 0,9% veio levemente acima das previsões do mercado financeiro. Economistas esperavam alta de 0,8%, conforme a mediana das projeções coletadas pela agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,6% a 1,1%.
Ao longo deste ano, a atividade econômica tem avançado com o estímulo de fatores como o aquecimento do mercado de trabalho e as transferências governamentais, dizem analistas.
O reflexo é um crescimento do PIB mais espalhado por atividades de serviços e indústria, e não tão concentrado na agropecuária, como ocorreu em 2023.
Agro decresce
O PIB do Brasil teve impulso do setor de serviços e da indústria, que cresceram 0,9% e 0,6% no terceiro trimestre, em relação aos três meses imediatamente anteriores.
A agropecuária, por outro lado, recuou 0,9% em igual período de comparação, indicam dados divulgados nesta terça (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em termos gerais, a economia subiu 0,9% de julho a setembro.
Em 2024, a produção no campo foi afetada por problemas climáticos, incluindo período de forte seca e queimadas, além de enchentes no Rio Grande do Sul.
O setor de serviços é o maior empregador do país e o principal componente do PIB pela ótica da oferta, com peso de cerca de 70% no indicador.





