O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (29) que o vazamento de informações sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 antes do pronunciamento oficial do governo prejudicou a interpretação do pacote fiscal anunciado. Segundo Haddad, a falta de contexto gerou “leitura equivocada” e contribuiu para a reação negativa do mercado.
Ele explicou que a divulgação deveria ter sido feita com o devido preparo para evitar ruídos. Haddad também destacou que o pacote fiscal não é definitivo e medidas adicionais de ajuste poderão ser discutidas nos próximos meses, dependendo do comportamento das receitas e despesas em relação ao arcabouço fiscal. Ele reafirmou que, caso riscos sejam identificados, o governo revisará as ações para garantir a sustentabilidade fiscal.
A divulgação do pacote foi mal recebida pelo mercado, resultando em novas máximas do dólar. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana chegou a R$ 6,115, marcando um recorde histórico, antes de recuar depois de declarações de apoio à responsabilidade fiscal por parte dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.
Apesar de defenderem os cortes de gastos, ambos mostraram reservas quanto a mudanças na arrecadação tributária.
Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, revelou que discutiu com Roberto Campos Neto a possibilidade de intervenção no câmbio. Contudo, reafirmou que qualquer ação nesse sentido será tomada apenas em caso de disfuncionalidades no mercado.
Haddad demonstrou confiança na atuação de Galípolo no BC, enfatizando a importância de decisões técnicas sobre o dólar serem tomadas “de dentro” da instituição.
Haddad frisou que o pacote fiscal não é o “gran finale”, sugerindo que ajustes e debates sobre austeridade devem continuar no futuro próximo, com o objetivo de consolidar uma trajetória de equilíbrio nas contas públicas.
Nesta sexta-feira (29), os parlamentares disseram que a proposta da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000 não deve avançar em um futuro próximo pelo Congresso.
Com informações da Folha de S. Paulo.





