Greve unificada na Uerj: técnicos aderem à paralisação e reforçam movimento dos docentes

Servidores técnico-administrativos aprovam greve por maioria e citam defasagem salarial e condições de trabalho precárias

Os servidores técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) aprovaram, nesta quarta-feira (1º), a adesão à greve, unificando o movimento com os docentes da instituição. A decisão foi tomada em assembleia realizada no Auditório 11, no início da tarde, com ampla maioria favorável à paralisação.

A greve está prevista para começar na próxima quinta-feira (9). Antes disso, uma nova assembleia será realizada no dia 8, quando a categoria deve definir os próximos passos do movimento e estratégias de mobilização, informa O Dia.

Aprovação marcada por pressão da base

A votação ocorreu em meio a manifestações intensas dos participantes. Sob gritos de “greve” e vaias direcionadas aos que se posicionaram contra, a maioria dos presentes decidiu pela paralisação das atividades. Segundo os servidores, os principais motivos são a defasagem salarial acumulada e as condições consideradas precárias de trabalho dentro da universidade.

A assembleia que selou a decisão foi convocada após os técnicos reunirem assinaturas suficientes em um abaixo-assinado. O movimento ganhou força depois de uma reunião anterior, realizada em 24 de março, terminar sem consenso entre os trabalhadores.

Mobilização e discurso de união

Nas redes sociais, o técnico conhecido como Tolstoy, do Instituto de Biologia e integrante do Coletivo Chama, comemorou o resultado em vídeo divulgado pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Em sua fala, ele destacou o caráter coletivo da decisão e a retomada da mobilização após anos.

“Por esmagadora maioria a gente votou a entrada da greve dos técnicos da Uerj, a partir da semana que vem. Vamos ter uma assembleia dia 8 para definir uma série de coisas, mas é isso. O inverno chegou. Dez anos depois, estamos nós aqui. […] Parabéns para todos nós. A greve será unificada”, afirmou.

A expectativa agora é que a paralisação conjunta entre técnicos e docentes amplie a pressão por negociações com o governo estadual e a reitoria da universidade.

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