O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou neste terça-feira (31) que os governos federal e do Rio vão criar um comitê para agir conjuntamente na “asfixia financeira e logística” do narcotráfico no estado. Segundo Dino, essa equipe se chamará CIFRA (Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos).
Essa, segundo Dino, é apenas uma de uma série de medidas voltados para combater a crise de segurança em território fluminense.
—Irei na próxima semana (ao Rio) para assinar acordo de cooperação técnica que irá normatizar o funcionamento desse comitê.
A expectativa é que o comitê funcione com a atualização conjunta de agentes da Polícia Federal e da Secretária Nacional de Segurança Pública, mas focada exclusivamente em questões de inteligência financeira.
Dino explicou que a diferença entre esse plano e outras ações já realizadas pelo Ministério da Justiça nos últimos anos é o seu foco territorial no Rio de Janeiro. O ministro destacou que, no caso do Rio de Janeiro, existe uma institucionalização de fontes de recursos para o narcotráfico por meio de diversas formas de lavagem de dinheiro.
— No caso do Rio, isso é fundamental para combater as narcomilícias, uma vez que há fontes de financiamento institucionalizadas, como distribuição de gás, postos de gasolina, provedores de internet ilegais e assim sucessivamente. Será institucionalizado na próxima semana, possivelmente dia 8. E haverá operações conjuntas nesse sentido.
Dino afirmou ainda que uma reunião realizada nesta terça-feira com o Ministério da Defesa e o da Casa Civil definiu um projeto de maior atuação das Forças Armadas em portos, aeroportos e fronteiras. Essa parte do plano, afirmou Dino, visa a “asfixia logística” dos grupos criminosos que atuam no estado, mas que dependem do contrabando de armas e do tráfico de drogas a partir das regiões fronteiriças.
— Houve a apresentação por intermédio dos comandantes (das Forças Armadas) e esse trabalho que deve ser validado pelo presidente Lula ou não, envolve portos, aeroportos e fronteiras — afirmou.
Com informações de O Globo





