RICARDO BRUNO
Em encontro no Ministério da Justiça, nesta segunda-feira, 30, representantes do governo do Rio e do governo Federal acertaram os aspectos legais para a criação do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIIFRA). Originalmente proposto pelo governador Cláudio Castro, o órgão terá como objetivo o combate e a asfixia financeira das pessoas e empresas utilizadas para a movimentação de recursos do crime organizado.
A proposta do governo do Rio, cuja comitiva foi liderada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, foi acolhida sem ressalvas pelas autoridades federais e mereceu elogios do ministro Flávio Dino, que enfatizou os aspectos positivos da união de forças para o combate eficaz às milícias e demais facções criminosas que atuam no estado.
A implantação do comitê será formalizada através de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Justiça e o governo do Rio em ato no Palácio Guanabara, na quarta-feira da próxima semana, com participação de Dino e Castro.
– Foi extremamente objetiva e proveitosa a reunião, pois mostrou a absoluta convergência entre nós e o governo Federal diante do desafio de derrotar esses grupos criminosos – afirmou Miccione, logo após deixar o Ministério da Justiça.
O secretário-chefe da Casa Civil coordena a formatação legal do comitê, mas não terá responsabilidade na rotina de trabalho do grupo, que ficará a cargo do secretário de Polícia Civil, delegado Marcus Amim; do chefe do Departamento-geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, delegado Gustavo Rodrigues e das autoridades federais.
Participaram também do encontro o Secretário-Executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli; o diretor da Polícia Federal, Andrey Rodrigues; o diretor da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira e os delegados Marcus Amim e Gustavo Rodrigues.
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