Governo nega reajuste salarial a professores federais em 2024 e greve nas universidades continua

Proposta da gestão reajustava benefícios, mas só previa aumento salarial para a partir de 2025

O governo rejeitou a demanda por reajuste salarial de professores de instituições federais de ensino superior para 2024, conforme reunião realizada com a categoria na quarta-feira (15). A reivindicação por uma reestruturação da carreira do magistério federal também não foi aceita e a greve está mantida.

Essa foi a quinta rodada de negociação da Mesa Específica Temporária de Carreira, que discute as demandas dos servidores. Até o momento, 54 instituições estão paralisadas.

Os pedidos da categoria foram enviados na segunda (13), fruto das assembleias gerais das seções sindicais feitas entre 29 de abril e 2 de maio.

Em resposta à contraproposta dos servidores, o governo ofereceu reajustes apenas nos benefícios: aumento de 52% no auxílio-alimentação, de 51% no auxílio-creche e de 51,1% na assistência à saúde.

A proposta do governo não incluiu, no entanto, aumento nos salários para este ano, com previsão de reajuste de 4,5% ao ano para 2025 e 2026.

Nas reivindicações, a categoria pediu reajustes de 7,06% em 2024, de 9% em janeiro de 2025 e de 5,16% para maio de 2026.

“Essas propostas não trazem sequer o impacto orçamentário, de bastante significância e peso e não alcançam a maior parte das demandas que hoje são colocadas pelos professores e professoras em sua greve”, diz Gustavo Seferian, presidente da Andes (Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior).

Com informações da Folha de S. Paulo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading