O governo do Rio Grande do Sul anunciou planos para construir quatro cidades provisórias em Canoas, Guaíba, Porto Alegre e São Leopoldo, com o objetivo de abrigar as mais de 77 mil vítimas das enchentes que estão atualmente em abrigos. A informação foi divulgada pelo vice-governador Gabriel Souza em entrevista à Rádio Gaúcha.
“Temos pouco tempo para montar. Logo teremos o esgotamento de alguns locais. Na semana que vem vamos iniciar a contratação. Até amanhã (sexta-feira, 17) teremos o descritivo das estruturas temporárias necessárias. É mais rápido contratar um serviço de montagem dessas estruturas. É como se fosse uma estrutura de eventos com qualificação para abrigar pessoas,” explicou Souza.
O vice-governador ressaltou que a administração estadual está em busca de “locais para a rápida instalação de estruturas provisórias com dignidade mínima”. As cidades provisórias oferecerão espaços para crianças e pets, lavanderias coletivas, cozinhas comunitárias, dormitórios e banheiros para atender as necessidades das pessoas desabrigadas.
As cidades escolhidas – Canoas, Guaíba, Porto Alegre e São Leopoldo – foram selecionadas por abrigarem o maior número de desabrigados no estado. Entre os locais cogitados para receber as cidades provisórias estão o Porto Seco em Porto Alegre, o Centro Olímpico Municipal em Canoas e o Parque de Eventos em São Leopoldo.
Até o último boletim da Defesa Civil, as chuvas no Rio Grande do Sul resultaram em 151 mortes.
Em resposta a episódios de violência nos abrigos, a prefeitura de Porto Alegre criou um abrigo exclusivo, com vigilância privada, destinado a mulheres e crianças, após uma série de prisões por suspeita de estupro nos locais. Para reforçar a segurança, o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Sandro Caron, anunciou a adição de 300 policiais, provenientes de um chamamento dirigido a policiais militares aposentados.
Com informações de O Globo





