Governo do RJ vai revisar previsão de R$ 44,5 milhões para CEAMs por alerta sobre consultoria

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) também analisa o chamamento público

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai analisar o chamamento público destinado à implantação e modernização de Salas Lilases e Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs) após um relatório técnico apontar possível desvio de finalidade e questionar os valores previstos para serviços de assessoria e consultoria.

A análise será conduzida pela Secretaria de Estado da Casa Civil antes que o procedimento tenha continuidade. O Termo de Fomento estimado em R$ 44.500.830,00 integra o Programa Antes que Aconteça, instituído em 30 de abril de 2026.

O relatório técnico apontou que R$ 17 milhões estão previstos para serviços de assessoria e consultoria. O valor corresponde a aproximadamente 38,20% do total estimado para a parceria e, segundo o documento, precisa ser avaliado quanto à razoabilidade, proporcionalidade, economicidade e compatibilidade com o objeto e as metas estabelecidas.

Análise dos valores previstos

Entre os pontos que deverão ser examinados está a composição dos custos da parceria e a compatibilidade dos preços com aqueles praticados no mercado. O relatório recomenda uma análise mais detalhada sobre a destinação dos recursos previstos para consultoria.

Também deverá ser verificada a aplicação da Lei nº 13.019/2014, que estabelece regras para as parcerias entre a administração pública e organizações da sociedade civil.

A Secretaria da Casa Civil também deverá avaliar se o estatuto e os objetivos sociais da organização escolhida são compatíveis com o objeto da parceria, além de verificar sua existência jurídica e os CNAEs registrados no CNPJ.

Procedimento pode ser revisado

Diante dos apontamentos, o chamamento será submetido a análises técnica, jurídica e orçamentária antes da continuidade do procedimento. O objetivo da parceria é apoiar políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher por meio da implantação e modernização das estruturas de atendimento.

Caso sejam identificadas incompatibilidades com a finalidade da parceria, falta de justificativas suficientes ou inadequação dos custos, poderão ser adotadas medidas administrativas previstas na legislação.

Entre as possibilidades estão a revisão ou o cancelamento do procedimento, dependendo das conclusões das análises realizadas pelos órgãos responsáveis.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) também analisa o chamamento público.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo