Governo do Rio cria programa para combater discriminação e ampliar direitos da população LGBTQIA+

Decreto assinado por Ricardo Couto prevê rede de atendimento, capacitação de servidores e ações de combate à violência e ao preconceito em todo o estado

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O Governo do Rio de Janeiro instituiu o Programa Estadual de Combate à Violência e à Discriminação contra a População LGBTQIA+, denominado Rio Sem LGBTIfobia. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 50.536, de 20 de outubro de 2026, assinado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e estabelece diretrizes para ampliar a proteção dos direitos dessa população em todo o estado.

Publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (21), o decreto prevê ações de enfrentamento à violência, atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade e promoção da igualdade no acesso aos serviços públicos. A iniciativa também busca integrar diferentes órgãos do governo e instituições municipais para fortalecer as políticas de inclusão.

Entre os objetivos estão o combate ao preconceito, a conscientização sobre direitos, o acolhimento de vítimas de discriminação e o incentivo à participação da população LGBTQIA+ na elaboração de políticas públicas.

Atendimento e apoio às vítimas de violência

Uma das principais medidas previstas é a organização de uma rede estadual de atendimento, formada por Centros de Cidadania LGBT+, Polos de Cidadania LGBT+ e Centros Comunitários de Cidadania LGBT+.

Esses espaços deverão oferecer orientação sobre direitos, atendimento psicossocial e encaminhamento para serviços públicos, especialmente em situações de violência ou violação de direitos.

O decreto também prevê assistência para facilitar o acesso à Justiça, além de encaminhamentos relacionados à saúde, educação, emprego, renda e inclusão produtiva.

O atendimento deverá ser gratuito, qualificado, interdisciplinar e humanizado. A proposta é garantir que os serviços respeitem as particularidades de cada pessoa e sejam prestados por profissionais preparados para lidar com diferentes situações de vulnerabilidade.

Servidores públicos deverão receber capacitação

O programa ficará sob responsabilidade da Subsecretaria de Políticas LGBT+, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Entre as atribuições do órgão estão o planejamento das ações, o acompanhamento dos serviços, a elaboração de orientações técnicas e a organização de atividades de formação para servidores públicos.

A iniciativa também prevê campanhas educativas para combater a discriminação, divulgar direitos e estimular o respeito à diversidade.

Outra medida é a articulação com instituições federais, estaduais e municipais para ampliar a rede de proteção. O governo poderá estabelecer parcerias com organizações da sociedade civil e outras entidades que atuem na defesa dos direitos humanos.

Expansão dos serviços

Segundo o decreto, a implantação e a distribuição dos equipamentos deverão considerar a demanda regional, a existência de barreiras de acesso, a disponibilidade de recursos financeiros e a integração com outros serviços públicos.

A norma determina ainda que o atendimento seja realizado de forma acolhedora, com respeito à dignidade das pessoas e sem discriminação por orientação sexual, identidade de gênero ou outras características pessoais.

O texto também estabelece que a coleta e o tratamento de dados dos usuários deverão respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação, em 20 de outubro, mas não estabelece prazo específico para a expansão dos equipamentos de atendimento.

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