O Governo do Rio montou uma espécie de “quartel-general” no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, para centralizar o monitoramento da segurança durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4). Representantes de forças estaduais e federais acompanharão, em tempo real, ocorrências nas ruas e nos locais de votação.
A estrutura funcionará no Gabinete de Gestão de Crise do CICC e terá como um dos principais recursos uma rede com mais de 50 mil câmeras distribuídas pelo estado. Parte dos equipamentos dispõe de tecnologias como reconhecimento facial e leitura de placas de veículos.
O esquema complementa a operação especial preparada para as eleições. O estado mobilizou 17 mil policiais militares para o primeiro turno, além de reforçar a atuação de outros órgãos de segurança. O Rio tem mais de 12,8 milhões de eleitores e 37.675 seções eleitorais instaladas em mais de 5 mil locais de votação.
Mais de 50 mil ‘olhos’ acompanham o estado
A maior parcela das imagens chegará por meio das 33,9 mil câmeras do Sistema 190 Integrado, formado por equipamentos de instituições públicas e privadas. A estrutura também contará com imagens das 15,3 mil câmeras corporais usadas nos uniformes dos policiais militares destacados para a eleição.
Outras 1.544 câmeras instaladas em viaturas da Polícia Militar completarão o sistema de acompanhamento. As imagens serão transmitidas para a central de monitoramento próxima ao Gabinete de Gestão de Crise, permitindo que os responsáveis pela operação acompanhem situações consideradas relevantes e coordenem respostas.
No CICC estarão representantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Gabinete de Segurança Institucional. Também participarão integrantes do Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Correios e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Comando integrado para acelerar decisões
A Polícia Militar terá ainda oficiais dos quatro Comandos de Policiamento de Área (CPAs) da Região Metropolitana, além do Comando de Policiamento Especializado e do Comando de Polícia de Proximidade. A estratégia busca reduzir o tempo entre a identificação de uma ocorrência e o acionamento das equipes nas ruas.
A integração também chegará diretamente às zonas eleitorais. Em cada uma das 165 existentes no estado, sendo 49 na capital e 116 nos demais municípios, haverá um oficial da Polícia Militar em contato com o juiz eleitoral responsável pela região.
A comunicação permanente permitirá que eventuais problemas com impacto sobre a votação sejam repassados ao comando central. A operação de segurança começou neste sábado (3), com a proteção e a escolta das urnas, e seguirá até depois do encerramento da votação no domingo.







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