Governo Bolsonaro asfixia a UFRJ com corte de verba

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pode fechar as portas a partir de julho por não conseguir arcar com as despesas dos setores de segurança, limpeza, eletricidade e água. As dificuldades financeiras foram relatadas pela reitora da instituição, Denise Pires de Carvalho. “Os cortes sofridos no orçamento deste ano tornam a situação de…

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pode fechar as portas a partir de julho por não conseguir arcar com as despesas dos setores de segurança, limpeza, eletricidade e água. As dificuldades financeiras foram relatadas pela reitora da instituição, Denise Pires de Carvalho.

“Os cortes sofridos no orçamento deste ano tornam a situação de precariedade extrema, dada a impossibilidade de reduzir ainda mais a segurança e a limpeza, mesmo estando com o fluxo de pessoas reduzido por conta da pandemia”, disse Denise em entrevista ao DIA.

Segundo ela, a UFRJ já sofre com um investimento abaixo do ideal desde 2016, o que acabou por inviabilizar medidas básicas de manutenção. Denise também destaca que todos os contratos vem sendo revisados e que atividades essenciais ao funcionamento da Instituição precisarão ser cortados, além da impossibilidade da retomada das aulas presenciais. Atualmente, as aulas são realizadas à distância como medida de proteção contra a disseminação do covid-19.

“Analisaremos aquelas atividades que poderemos descontinuar com o menor prejuízo possível às atividades acadêmicas. Algumas instalações hospitalares poderão ter que ser fechadas por falta de pagamento de contas básicas. A falta de recursos impede o retorno de aulas práticas e trabalhos de campo em condições de segurança sanitária, impacta os insumos para pesquisa. Pode paralisar atividades de extensão. Nesta medida, a formação dos nossos estudantes é impactada por não poderem desfrutar de todo potencial que a UFRJ oferece habitualmente aos seus alunos”, explica.

Ainda segundo a reitora, a proposta de orçamento para a Universidade é de mais de R$383 milhões. Denise detalha que, cerca de R$ 4 milhões e 500 mil de investimentos foram vetados na última proposta da Instituição.

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