Governo aumenta pressão e boicote sobre TSE; em reunião no tribunal, militar fica em silêncio

A cada atitude fica um pouco mais claro que a intenção das Forças Armadas ao cobrar participação direta na fiscalização das eleições brasileiras é apenas jogo de cena para, na verdade, obedecer orientação do seu comandante-em-chefe, o presidente Jair Bolsonaro. Ontem, em reunião de duas horas por vídeoconferência da Comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)…

A cada atitude fica um pouco mais claro que a intenção das Forças Armadas ao cobrar participação direta na fiscalização das eleições brasileiras é apenas jogo de cena para, na verdade, obedecer orientação do seu comandante-em-chefe, o presidente Jair Bolsonaro.

Ontem, em reunião de duas horas por vídeoconferência da Comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a segurança da eleição, o representante do ministro da defesa, general Heber Portela, entrou mudo e saiu calado, e manteve a sua câmera desligada.

O desinteresse sugere que o objetivo é somente pressionar o TSE, gesto repetido, ao longo do dia, pelo ministro da Justiça, que anunciou que a Polícia Federal vai fiscalizar as apurações em nome do governo – como se isto fosse legamente aceitavel.

Leia a nota a respeito:

O general Heber Portella, representante das Forças Armadas na comissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a segurança da eleição, se calou durante reunião técnica de ontem (20). Segundo a coluna de Malu Gaspar no Globo, ele deixou sua câmera desligada durante videoconferência que durou cerca de duas horas.

Portella é responsável por uma série de ofícios enviados ao tribunal, foi ele quem enviou 88 questionamentos sobre supostas fragilidades das urnas eletrônicas. O general, que é comandante de Defesa Cibernética, foi escolhido a dedo por Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, para fazer parte da comissão.

O colegiado foi criado em setembro do ano passado para tratar sobre a transparência e a segurança das eleições, mas se tornou epicentro de crises entre o TSE, as Forças Armadas e o Palácio do Planalto.

Além do general, formam o grupo integrantes do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) e especialistas da academia e da sociedade civil. 

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