Governo aponta para um acordo com a oposição sobre a extinção do Supera RJ

O governo do estado apontou para a possibilidade de um acordo com a oposição em relação à extinção do Supera RJ, projeto que está entre as oito mensagens enviadas pelo Executivo para serem votadas no plenário da Assembleia Legislativa do Rio antes do recesso de julho. Os textos começaram a ser discutidas nesta terça-feira (27/06)…

O governo do estado apontou para a possibilidade de um acordo com a oposição em relação à extinção do Supera RJ, projeto que está entre as oito mensagens enviadas pelo Executivo para serem votadas no plenário da Assembleia Legislativa do Rio antes do recesso de julho.

Os textos começaram a ser discutidas nesta terça-feira (27/06) e, inicialmente, ficou decidido que os oposicionistas não obstruiriam a pauta até quarta-feira (28/6), quando uma nova reunião será realizada entre as lideranças para se desenhar um acordo final.

A costura para reduzir o impacto político começou cedo, com reuniões entre deputados da base e da oposição. O presidente da Casa, Rodrigo Barcellar, que assumiu interinamente o governo, chamou os oposicionistas para uma conversa.

De acordo com o líder do governo, Dr. Serginho (PL) a ideia é criar um programa que substitua o Supera RJ. “Estamos dialogando para se chegar a um consenso. Teremos uma reunião amanhã para continuar com o diálogo. A ideia é criar um programa para substituir o Supera RJ”, disse.

A ideia inicial é que o governo pague os meses de maio e junho, que está atrasado, e aguarde um prazo 90 dias para que as 66 mil famílias, hoje cadastradas no Supera RJ, migrem para o programa de auxílio emergencial do Governo Federal. A proposta é defendida pelo deputado Andrezinho Ceciliano, cuja pai, André Ceciliano, foi o autor do projeto originalmente. Segundo Andrezinho, seu pai está trabalhando junto ao Governo Federal para acelerar a migração dos beneficiados para o Bolsa Família.

Ainda que o projeto seja votado em acordo, o que mais se comentava entre os deputados da base era o ônus político que isso representa para aqueles que, mesmo contrários ao fim do programa, votarem com o governo. “É uma situação delicada. Por isso torço para um acordo”, disse um parlamentar. 

A oposição também reclama da reestruturação do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP) nos moldes em que foi encaminhado para votação, mas neste caso as negociações prometem ser mais mais difíceis de acordo com o líder

No caso do FECP, as desvinculações, segundos os deputados, causariam prejuízos nas políticas do aluguel social, de saúde, passe-livre para estudantes, construção de moradias, entre outros. As perdas seriam de cerca de R$ 300 milhões, sendo que quase R$ 200 milhões seriam retirados do Fundo Estadual de Habilitação e Interesse Social.

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