A General Motors (GM) enviou telegramas para os funcionários neste sábado informando a demissão de trabalhadores de três fábricas – em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo. Segundo a empresa, os cortes acontecem em razão da “queda nas vendas e nas exportações”.
Os telegramas foram enviados pela montadora, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. A entidade diz que os funcionários foram surpreendidos com as demissões, que ocorreram sem negociação prévia com a categoria.
Em nota, a montadora informa que precisou “adequar seu quadro de empregados” e acrescenta que a medida foi tomada após várias tentativas de readequar a produção, incluindo lay off, férias coletivas, days off e proposta de um programa de desligamento voluntário
“Entendemos o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro”, acrescenta a GM, em comunicado.
A empresa não informou quantas pessoas foram demitidas. Em comunicado, o Sindicato diz que “foi pego de surpresa” e que “exige o cancelamento de todas as demissões”. Desde julho, cerca de 1,2 mil trabalhadores de São José dos Campos estão em layoff. A montadora conta com 4 mil funcionários no local.
Em seu site, a entidade publicou a imagem de um dos telegramas enviados pela GM aos demitidos. “Comunicamos que a empresa decidiu pela rescisão do seu contrato de trabalho no dia 23/10/2023”, afirma o texto.
Além das unidades de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes, a montadora tem fábricas também em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e em Joinville, em Santa Catarina. No último balanço financeiro, a GM reportou a venda de 78 mil veículos no Brasil, entre abril e junho – um aumento de 18,18% em relação ao mesmo período do ano passado.
As vendas nos EUA também cresceram no segundo trimestre: uma alta registrada de 19%, de 582 mil para 692 mil. Globalmente, a GM teve lucro de US$ 2,56 bilhões no período, ante resultado de US$ 1,69 bilhões, nos mesmos meses, em 2022.
A apresentação do balanço, no entanto, veio com um indicativo de que a empresa trabalharia para ampliar os cortes de custos. O objetivo era reduzir US$ 3 bilhões em despesas durante o próximo ano.
Nos Estados Unidos, a montadora tem enfrentado, junto com Ford e Stellantis, uma onda de greves sem precendentes, que começou em setembro. Os sindicalistas pedem melhorias salariais. No Brasil, o setor tem recorrido, desde o início de ano, a paralisações, layoffs e férias coletivas para lidar com estoques altos e desaquecimento das vendas.
Com informações de O Globo.





