A presidente Gleisi Hoffmann, do PT, chamou de “armação rasteira e covarde” a fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ter orientado o voto em Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno das eleições para a prefeitura da capital. Boulos, que tem Marta Suplicy (PT) como vice de chapa, enfrenta o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Tarcísio e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
– Tarcísio deixou pra espalhar na manhã da eleição a maior fakenews de toda a campanha. É um crime dos mais graves a divulgação, pelo governo de São Paulo, de bilhetes apócrifos, tentando associar a campanha de Boulos e Marta a uma facção criminosa. Deixou pra espalhar essa mentira só hoje pra tentar escapar da Justiça Eleitoral, armação rasteira e covarde, típica dos seguidores de Bolsonaro, como Tarcísio e Nunes. Além de crime eleitoral, é um ataque e uma ofensa aos eleitores e eleitoras de Boulos e Marta”, disse a deputada federal.
Antes, Boulos também reagiu, nas redes sociais, à fala do governador:
“Uma declaração extremamente grave sem nenhum tipo de prova. Olha o nível, eu acho que as pesquisas que devem estar fazendo estão demonstrando a onda de mudança, a onda de virada acontecendo na cidade, e partiram para o desespero absoluto. É o laudo falso do segundo turno, no dia da eleição, e usando a máquina na boca do governador do Estado”, disse o candidato do PSOL, que convocou uma coletiva de imprensa para a tarde de domingo.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez o comentário sobre a indicação de voto do PCC ao lado de Ricardo Nunes, após votar neste domingo. Segundo ele, a facção fez circular um comunicado nos presídios, conhecido popularmente como “salve”, indicando votos “no outro candidato” da capital. O governador, no entanto, não apresentou provas sobre o ocorrido.
Com informações de O Globo.





