A campanha do candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol), informou ao portal de notícias 247 que ingressou neste domingo (27) com uma ação na Justiça Eleitoral que pede a cassação do registro do prefeito Ricardo Nunes (MDB), adversário no segundo turno, e a inelegibilidade do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por oito anos.
O motivo: crime eleitoral cometido pelo governador de São Paulo no dia da votação. Tarcísio associou o candidato do Psol ao crime organizado ao disparar, na manhã deste domingo (27), sem provas, que a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) teria orientado voto no psolista. Tarcísio citou informações “de inteligência”, enquanto Boulos negou veementemente. O governador de São Paulo apoia a reeleição de Nunes.
“Trata-se de gravíssima tentativa de influenciar no resultado do pleito, no dia da eleição, de uma forma jamais vista no Estado de São Paulo”, diz a ação.
O documento ainda pede “sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou, além da cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação”.
Também o coletivo Prerrogativas, formado por advogados e juristas, estuda acionar a Justiça contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por afirmar, sem provas, que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital orientou voto pró- voto pró-Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno na capital paulista.
O coordenador do Prerrô, Marco Aurélio de Carvalho, disse à Carta Capital que uma das possibilidades é apresentar uma interpelação criminal contra o bolsonarista. Há ainda a possibilidade de ingressar com ação por abuso de poder político, uma vez que as declarações de Tarcísio foram dadas em coletiva de imprensa na manhã deste domingo.
Marco Aurélio ainda classificou as falas como “irresponsáveis e levianas”. Também relembrou as investigações que miram membros da gestão Ricardo Nunes (MDB), que disputa a reeleição com apoio do chefe do Executivo estadual, por envolvimento com o PCC.
A suposta relação de Boulos com a facção foi levantada após o governador votar em um colégio no Morumbi, zona sul da capital. Na versão dele, integrantes do grupo criminoso orientaram familiares e apoiadores a votarem em Boulos. O apoio ao psolista teria sido interceptado pela área de inteligência do governo estadual.
Em coletiva de imprensa na sua casa, no Campo Limpo, Zona Sul da capital, Boulos criticou a postura do governador, acusando-o de usar a máquina pública para prejudicá-lo.
— Não é um “suposto” salve, é algo falso, que está sendo forjado para intervir no processo eleitoral. Eu só consigo ver uma motivação para o governador se rebaixar isso: desespero […] O governador tentou influenciar a cabeça dos eleitores de São Paulo numa mentira absurda, criminosa. É crime eleitoral. Por isso que nós entramos com a ação de investigação eleitoral por abuso de poder político e informação falsa — afirmou o psolista
Com informações do 247 e da Carta Capital e do Globo.





