Gleisi provoca Moro e Dallagnol por silêncio em caso Flávio

Petista cobra posicionamento de adversários após revelações sobre negociação de financiamento de filme de Bolsonaro com Daniel Vorcaro

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra das Relações Institucionais, provocou o senador Sergio Moro e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol após a divulgação de informações sobre uma negociação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme ‘Dark Horse’, sobre Jair Bolsonaro.

Pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi criticou o que chamou de silêncio dos adversários políticos diante do caso. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que há um “silêncio ensurdecedor dos apoiadores master do Flávio Bolsonaro” e questionou diretamente Moro e Dallagnol sobre a falta de manifestação.

“Sergio Moro e Deltan Dallagnol, por onde andam?”, escreveu a deputada no X (antigo Twitter).

Sem comentários

Moro, também pré-candidato ao governo do Paraná, não comentou diretamente as novas revelações. O senador apenas republicou um vídeo em que Flávio Bolsonaro se defende das acusações relacionadas às conversas com Vorcaro.

Já Deltan Dallagnol, que pretende disputar uma vaga ao Senado, também não se pronunciou sobre o tema. Nas redes sociais, ele compartilhou uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira sobre o episódio.

As declarações ocorrem após a divulgação de reportagens que apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria participado do financiamento do filme sobre Jair, a partir de articulações envolvendo Flávio.

Valores es milhões

Segundo as informações reveladas, os valores ligados ao projeto teriam ultrapassado dezenas de milhões de reais, com pagamentos realizados em diferentes etapas entre fevereiro e maio de 2025. As apurações também indicam que o montante total negociado poderia chegar a cifras superiores, embora não haja confirmação de repasses integrais.

Em áudio divulgado na reportagem, Flávio Bolsonaro menciona preocupações com atrasos de pagamentos ligados à produção do filme e trata do andamento do projeto com o banqueiro.

Após a repercussão, o senador afirmou que atuou apenas na busca de patrocínio privado para uma produção audiovisual sobre o próprio pai e negou irregularidades, destacando que não houve uso de recursos públicos ou incentivos fiscais.

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