Gilmar Mendes aponta degeneração na Lava Jato e na mídia, mas questiona atitudes políticas do Judiciário

Durante uma live do grupo Prerrogativas, neste sábado (15), o ministro do STF, Gilmar Mendes, atacou duramente a Lava Jato, ao mesmo tempo em que censurou eventuais excessos políticos do Judiciário.  Mendes afirmou que o “modelo Moro e Deltan Dallagnol” deu errado e, com ironia, sugeriu ao ex-coordenador da operação fundar uma Igreja. “Temos que…

Durante uma live do grupo Prerrogativas, neste sábado (15), o ministro do STF, Gilmar Mendes, atacou duramente a Lava Jato, ao mesmo tempo em que censurou eventuais excessos políticos do Judiciário. 

Mendes afirmou que o “modelo Moro e Deltan Dallagnol” deu errado e, com ironia, sugeriu ao ex-coordenador da operação fundar uma Igreja.

“Temos que discutir esse modelo da Procuradoria-Geral da República. E discutir um pouco toda essa questão. Não pode ser esse modelo que o ‘lavajatismo’ estabeleceu em que Curitiba mandava no Brasil, condicionava todos os passos. E aí tem a ver com a mídia e tudo mais. Aqui a gente tem que olhar, que houve de fato uma degeneração”, disse Gilmar Mendes.

“Esse modelo deu errado. O modelo Moro x Dallagnol deu errado. Vamos salvar o judiciário desse grande escândalo.”

E acrescentou:

“Agora, não acreditem que são o quarto poder porque não são. Não queiram ter papel auxiliar do sistema político-partidário, tentem encontrar o seu papel”, no que poderia ser interpertrado como uma suave contrariedade com a afirmação recente, e polêmica, de seu colega Luis Roberto Barroso.

“Esses dias eu vi o Dallagnol dizendo que, quando saiu da Câmara e estava no avião, começou a chover pix. É o novo contato com a espiritualidade. É a espiritualidade do dinheiro, então já pode fundar uma igreja”, ironizou Mendes.

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