Em encontro reservado, Gilmar disse a Moro que um dos poucos méritos de Bolsonaro foi tirá-lo da Vara de Curitiba

Mendes chegou a dizer a Moro que ele e o procurador Deltan Dallagnol “roubavam galinhas juntos”, em referência ao modo como conduziram a Operação Lava Jato.

O encontro do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, na última terça-feira (2), foi recheado de críticas diretas do magistrado ao parlamentar. Mendes chegou a dizer a Moro que ele e o procurador Deltan Dallagnol “roubavam galinhas juntos”, em referência ao modo como conduziram a Operação Lava Jato.

A iniciativa da reunião foi de Moro, que buscou ajuda do senador Wellington Fagundes (PL-MT) para sua realização. Mas, por cerca de uma hora, o ex-juiz que comandou a Lava Jato ouviu duras reprimendas de Mendes, informa Andréia Sadi, no g1.

Questionado sobre os desdobramentos da reunião, Moro preferiu não comentar publicamente.

Durante o encontro, Mendes revelou uma conversa que teve com o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, na qual afirmou que um dos poucos méritos do governo anterior foi ter retirado Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Além disso, Mendes lançou críticas à atuação conjunta de Moro e do então procurador da República, Deltan Dallagnol, na Operação Lava Jato, sugerindo uma proximidade que ultrapassava os limites da legalidade.

O ministro destacou que, mesmo sem a necessidade de verificar o vazamento das mensagens no escândalo conhecido como “Vaza Jato”, já era evidente a cooperação entre os dois. Foi nesse ponto da conversa que Mendes disse a Moro que ele e o procurador Deltan Dallagnol “roubavam galinhas juntos”.

Mendes indagou o senador sobre o destino dos recursos provenientes dos acordos firmados na operação, tema central das investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a atuação do ex-juiz em Curitiba.

O encontro ocorreu na terça-feira (2), antes da continuação do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que poderá levar à cassação de seu mandato por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2022.

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