Cármen Lúcia libera para votação denúncia da PGR contra Moro por suposta acusação de calúnia a Gilmar Mendes

Ex-juiz da Lava-Jato sugere que seria possível ‘comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes’. PGR entendeu que, com a frase, Moro imputou crime de corrupção passiva ao ministro

A ministra Cármen Lúcia determinou que o Supremo Tribunal Federal (STF) inclua na pauta denúncia oferecida em maio de 2023 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Sergio Moro por uma suposta calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. O caso estava parado há um ano, aguardando a análise da ministra, cujo voto ainda não foi proferido.

Conforme informações do colunista Lauro Jardim, do Globo, o caso tramita na 1ª Turma do Supremo, que será responsável pela análise em data futura ainda a ser definida pela Corte. O ponto de partida será o posicionamento de Cármen Lúcia, a relatora do caso.

A PGR acusa Moro de caluniar Gilmar Mendes em um vídeo que viralizou nas redes sociais em abril do ano passado. Nas imagens, o ex-juiz da Lava-Jato sugere que seria possível “comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. A procuradoria entendeu que, com essa frase, Moro imputou o crime de corrupção passiva ao ministro.

A equipe de Moro, na época da divulgação da declaração, alegou que o conteúdo havia sido retirado de contexto. O senador, em seguida, concedeu uma entrevista à revista “Veja” e pediu desculpas pela “declaração infeliz”, mas negou ter cometido o crime de calúnia contra Gilmar.

No início de abril, Moro e Gilmar se encontraram durante 1h30m no STF, enquanto o parlamentar lidava com pedidos de cassação movidos contra ele por PT e PL, que foram posteriormente encerrados na Justiça Eleitoral.

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