O Supremo enviou ontem à PGR, a pedido de Cármen Lúcia, o recurso mais recente de Sergio Moro para tentar derrubar a decisão que o tornou réu, em junho, por suposta calúnia contra Gilmar Mendes.
Segundo informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O GLOBO, o ex-juiz da Lava-Jato acionou a Corte na semana passada e protocolou embargos de declaração para tentar reverter a decisão dos ministros da 1ª Turma, que aceitaram denúncia da procuradoria contra ele. A probabilidade de uma mudança de cenário é baixa. Cármen só vai analisar o recurso após a análise da PGR.
A alegação do advogado (e suplente) de Moro, Luis Felipe Cunha, argumenta que não há prova de que o senador teria sido o responsável pelo vídeo que circulou no ano passado nas redes em que aparece falando sobre Gilmar. O parlamentar também não teria ciência da existência das imagens.
Nelas, Moro aparece dizendo a apoiadores sobre “comprar um habeas corpus do Gilmar”, o que a PGR entendeu como uma acusação do crime de corrupção passiva ao ministro. Moro se desculpou pela declaração, mas negou ter caluniado Gilmar. O crime tem pena de seis meses a dois anos de prisão.





