Gilberto Gil voltou ao Palco Mundo do Rock in Rio nesta segunda-feira (7), aos 84 anos, em sua quinta participação no festival, que acontece no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. O cantor baiano, que esteve na primeira edição do evento, na década de 1980, falou sobre a possibilidade desta ter sido sua última apresentação no festival.
“Eu estive aqui no primeiro Rock in Rio. Talvez esse seja o meu último. Estou cansado, vamos ver”, disse Gil ao público no início do show.
Vestido de branco e acompanhado de sua guitarra, o cantor abriu a apresentação com “Cérebro Eletrônico”, lançada em 1969. Ao longo de pouco mais de uma hora, Gil apresentou músicas de diferentes fases de sua carreira, entre elas “Andar com Fé”, “Toda Menina Baiana”, “Pela Internet”, “Realce” e “Palco”.
A apresentação teve 16 músicas e contou ainda com homenagens a outros artistas. Gil cantou “Rebel Music”, de Bob Marley, e “Ovelha Negra”, de Rita Lee. Também incluiu no repertório “Pro Dia Nascer Feliz”, de Cazuza e Frejat, e “Esperando na Janela”, de Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeon.
Um dos convidados da noite foi o produtor musical Liminha, que subiu ao Palco Mundo para tocar baixo em “Vamos Fugir”, parceria de Gilberto Gil com o produtor lançada em 1984. A apresentação também teve “Super-Homem – A Canção”, “Aquele Abraço” e “Atrás do Trio Elétrico”, de Caetano Veloso, que encerrou o show.
Em determinado momento, ao ouvir gritos de “Gil, eu te amo” vindos da plateia, o cantor respondeu: “É recíproco, é recíproco!”.
Quinta participação no Rock in Rio
A relação de Gilberto Gil com o Rock in Rio começou em 1985, quando participou da primeira edição do festival. Naquele ano, o cantor se apresentou duas vezes. Depois, voltou ao evento em 2001 e em 2022.
O show desta segunda-feira marcou o retorno do artista ao festival após a turnê “Tempo Rei”, encerrada em março deste ano, no Allianz Parque, em São Paulo. A turnê passou por cidades do Brasil, Argentina e Chile e foi anunciada como a última grande turnê da carreira de Gil.
Na época, o cantor explicou que a despedida estava relacionada ao formato de grandes excursões, sem significar necessariamente o fim das apresentações. No Rock in Rio, porém, Gil deixou aberta a possibilidade de não voltar aos palcos do festival.



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