Gato baleado com chumbinho no Rio luta para sobreviver e pode ficar paraplégico

Animal resgatado por protetores independentes em Vargem Pequena está internado em estado grave e simboliza o avanço alarmante dos casos de violência contra animais no Rio de Janeiro

Um caso de extrema crueldade animal revoltou moradores de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Um gato, batizado de Samuel, foi baleado com chumbinho e está internado em estado grave. O animal corre o risco de ficar paraplégico, segundo reportagem da Super Rádio Tupi. O crime foi denunciado por moradores da região, que encontraram o felino ferido na rua há cerca de uma semana.

Samuel foi socorrido pelo protetor independente Fábio Mendonça, que recebeu o chamado de populares. “É uma maldade, ele não consegue nem piscar os olhos. Ele só fica nessa posição, por causa da bala alojada. Isso é muito triste. Ele está com dor”, contou Fábio, emocionado. O gato está anêmico e debilitado, recebendo cuidados intensivos em uma clínica veterinária localizada na Praça Seca, também na Zona Sudoeste. Ele deve passar por uma cirurgia de emergência para tentar remover o projétil e evitar sequelas permanentes.

O caso reacende o alerta sobre o aumento dos maus-tratos a animais no estado. Segundo dados do programa Linha Verde, vinculado ao Disque Denúncia, o Rio de Janeiro já registrou 6.896 denúncias desde 2013. Os bairros com mais ocorrências são Campo Grande, Jacarepaguá, Realengo, Centro, Guaratiba e Santa Cruz. Já entre os municípios da Baixada Fluminense, os líderes são Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói, Belford Roxo e São João de Meriti.

As denúncias envolvem principalmente cães, gatos e cavalos, vítimas de abandono, espancamento, envenenamento e até disparos de armas de chumbinho. Há também relatos de cavalos explorados com excesso de carga e rinhas ilegais de galos.

Casos como o de Samuel mostram a urgência de denunciar e combater a violência contra animais. As queixas podem ser feitas de forma anônima e gratuita, 24 horas por dia, pelos números (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177 (com WhatsApp anonimizado), pelo site www.disquedenuncia.org.br ou na página do Linha Verde no Facebook. As informações são repassadas às autoridades competentes e podem ajudar a salvar vidas.

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