Garis baixam exigências, Comlurb rejeita, a greve continua e o Rio fede cada vez mais

Os garis decidiram ontem se manter em greve no Rio, depois de uma nova rodada de negociações entre empreados e patrões. Apesar de os grevistas terem mantido equipes de emergência para fazer a coleta, o lixo se acumula em muitas ruas e está provocando enorme mau cheiro em áreas residenciais. Na reunião de ontem, os…

Os garis decidiram ontem se manter em greve no Rio, depois de uma nova rodada de negociações entre empreados e patrões.

Apesar de os grevistas terem mantido equipes de emergência para fazer a coleta, o lixo se acumula em muitas ruas e está provocando enorme mau cheiro em áreas residenciais.

Na reunião de ontem, os advogados da Comlurb ampliaram a proposta de reajuste salarial aos garis de 5% para 8%.

Esse aumento seria dividido em 2, isto é, 6% no mês de março e 2% em agosto. Paralelamente, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio também ofereceu reajuste de 3% no vale-alimentação.

O pedido inicial dos garis era de um aumento de 25% nos salários; 25% no vale-alimentação; a conclusão do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS); e a implantação do Adicional de Insalubridade para os Agentes de Preparo de Alimentos (APAs).

Mas os trablhadores já concordam com um aumento de 10,54% nos salários e no vale-alimentação, além das demais propostas.

No entanto, a empresa não acatou o pedido e estabeleceu como limite a proposta elaborada junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Posteriormente à reunião, os sindicalistas levaram a proposta aos garis que protestavam na porta do TRT. Por lá, foi realizada uma assembleia e, então, optou-se por manter a greve.

Ontem houve uma passeata de apoio aos garis na cidade.

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