Depois de um mês longe de casa, um ganso africano e quatro patos do Parque Guinle, em Laranjeiras, retornam ao local nesta terça-feira (21). Os animais foram encontrados dentro de uma caçamba de lixo na Rua do Senado, no Centro, no início deste mês, e ficaram sob observação no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santa Cruz, administrado pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais. A chegada das aves ao parque está prevista para às 14h, acompanhada por uma equipe de veterinários.
Os cinco animais — o ganso Branquinha e os patos Rodolfo, Gigante, Ravi e um sem nome — haviam sido furtados no último dia 2. Eles foram resgatados seis dias depois por guardas municipais da 1ª Inspetoria e do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) e passaram por exames e vermifugação antes da liberação.
“Eles foram isolados para evitar qualquer risco de transmissão de doenças a outras aves. Agora que temos a certeza de que estão saudáveis, podem voltar ao habitat natural”, disse o secretário municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Luiz Ramos Filho.
Recepção simbólica
A volta dos bichos é aguardada com entusiasmo por frequentadores e moradores. A presidente da Associação de Amigos do Parque Guinle, Claudia Lustosa, conta que pretende preparar uma recepção simbólica para marcar o retorno.
“A gente está muito feliz com essa volta. Estava fazendo falta o barulho deles na hora da comidinha. Estou pensando em fazer um cocho especial com o nome deles, para dar boas-vindas de volta”, contou.
Animais seguem desaparecidos
Apesar da boa notícia, dez das quinze aves furtadas ainda não foram localizadas. A Polícia Civil segue investigando o caso. Câmeras de segurança flagraram um homem em uma bicicleta carregando dois sacos brancos na noite do crime.
“Tudo indica que eram gansos e já estavam mortos, porque são animais barulhentos e não ficariam quietos dentro de sacos”, relatou Claudia.
Entre os que continuam desaparecidos estão os gansos Gabriel e Maria Flor, conhecidos entre os frequentadores do parque. “O Gabriel era o líder do grupo, marchava pelo parque com as fêmeas atrás. Os moradores tinham muito carinho por ele”, lembrou Claudia.






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