Os jogos eletrônicos poderão ganhar uma nova função em tratamentos realizados no Rio de Janeiro: servir como ferramenta complementar para pessoas com deficiência, síndromes e Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta que cria o Programa Gameterapia Inclusiva foi aprovada em primeira discussão pela Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quarta-feira (12).
A medida está prevista no projeto de lei 3.565/24, de autoria do deputado Thiago Gagliasso (PL). Como ainda foi aprovada apenas em primeira discussão, o PL terá de passar por uma segunda votação antes de seguir para análise do governador.
Pelo texto, a gameterapia poderá ser oferecida tanto por instituições públicas quanto privadas. As atividades poderão ocorrer em sessões individuais ou em grupo, de acordo com as necessidades identificadas para cada paciente.
O uso dos jogos eletrônicos será complementar ao tratamento e deverá ser conduzido por profissionais capacitados e habilitados para o exercício da atividade.
Tratamento terá acompanhamento periódico
A proposta estabelece que os pacientes submetidos à gameterapia deverão passar por avaliações qualitativas periódicas. O objetivo é acompanhar os resultados obtidos ao longo do tratamento e permitir que as atividades sejam ajustadas às necessidades individuais.
Os objetivos terapêuticos de cada paciente deverão ser identificados por fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais, responsáveis por avaliar quais atividades podem ser utilizadas no acompanhamento.
A gameterapia utiliza recursos de jogos eletrônicos e atividades interativas como suporte a exercícios terapêuticos. No caso da proposta aprovada pelos deputados, a ferramenta é direcionada especificamente a pessoas com deficiência, síndromes e TEA.







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