O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público fez operação na manhã desta terça-feira (10) para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra o grupo chefiado pelo contraventor Rogério de Andrade.
Entre eles, há 18 policiais civis e penais investigados pela atuação na segurança nos pontos do jogo do bicho em Bangu, Zona Oeste do Rio. O MP também cumpre mandado de prisão contra um ex-policial civil. Até a última atualização, 16 agentes haviam sido presos.
Os alvos da operação vão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva e constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas. “[Eles] se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso”, diz o MP.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, na capital fluminense e em municípios da Baixada Fluminense.
Rogério de Andrade está preso desde outubro de 2024. Ele é acusado de ser o mandante da execução do rival Fernando Iggnácio, genro e herdeiro de Castror de Andrade, morto em uma emboscada em novembro de 2020.
Outras ligações com policiais militares
Inúmeras investigações ligam o bicheiro a policiais militares. No fim de janeiro deste ano, dois PMs aposentados acusados de integrar a organização criminosa chefiada por Rogério de Andrade foram presos. O ex-PM Daniel Rodrigues Pinheiro, acusado de chefiar a segurança de Rogério de Andrade e que estava foragido desde 2022, também foi detido.
Em novembro de 2025, a Justiça do Rio decidiu manter Rogério de Andrade no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, com a renovação do Regime Disciplinar Diferenciado por mais um ano.






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