Fraude no INSS: PF faz buscas contra deputado e ex-ministro de Bolsonaro

Ação cumpre mandados em 15 estados e no DF e mira esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, em nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação mira um amplo esquema de fraudes no instituto, revelado pelo portal Metrópoles, que teria permitido a aplicação de descontos indevidos em benefícios previdenciários por meio de associações e serviços não contratados pelos aposentados e pensionistas.

Além da prisão de Stefanutto, policiais federais realizam buscas contra o deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos de Minas Gerais, e contra o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira. Este último, que comandou a pasta durante o governo Jair Bolsonaro, também é alvo de mandado judicial que determina a instalação de tornozeleira eletrônica, segundo fontes da própria PF indicaram ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Mandados de prisão e buscas em 15 estados

A operação mobiliza agentes da PF e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) para o cumprimento de 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva. Há ainda outras medidas cautelares expedidas pela Justiça, incluindo apreensão de documentos, bloqueio de bens e restrições de movimentação.

As ordens judiciais estão sendo executadas em 15 estados e no Distrito Federal: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e DF. A PF afirma que a atuação interestadual indica a complexidade e a abrangência do esquema.

Esquema já havia derrubado Stefanutto do cargo

Stefanutto foi demitido da presidência do INSS em abril deste ano, depois que vieram à tona indícios de fraudes praticadas por meio da inclusão de descontos indevidos nos contracheques de segurados.

As investigações apontam que o esquema envolvia pagamento de vantagens financeiras a intermediários e possível participação de servidores públicos e agentes políticos.

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