Mesmo que receba benefícios em função do acordo de delação premiada que celebrou com a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-policial militar Élcio Queiroz, réu por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, continuará preso. A informação é do ministro da Justiça, Flávio Dino,
Dino comentou a prisão nesta segunda-feira do ex-bombeiro Maxwell Corrêa, também envolvido no crime, e apontado pela delação.
“O instituto da colaboração premiada pressupõe o acordo [benéfico ao delator]. Claro que houve. As cláusulas ainda permanecem sob sigilo judicial, mas posso afirmar que o senhor Élcio continuará preso em regime fechado. Inclusive, onde se encontra”, afirmou Dino.
Lessa está em prisão preventiva e será levado a júri popular por, supostamente, ter sido um dos executores da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio, em 2018. A assessora Fernanda Chaves também estava no veículo baleado, mas sobreviveu.
Nesta segunda, a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio prenderam o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, que já tinha sido condenado por tentar atrapalhar as investigações, mas cumpria pena em regime aberto.
Maxwell, ou “Suel”, é citado por Élcio Queiroz na delação premiada como um dos articuladores da execução. A existência desse acordo de colaboração foi revelada nesta segunda.
Na avaliação do ministro da Justiça, o acordo de delação de Élcio Queiroz e a prisão de Maxwell Corrêa representam “evento de enorme importância” para as investigações.
Isso porque, afirmou Dino, são resultado do andamento das investigações e poderão levar “sem dúvida” à conclusão dos mandantes do assassinato de Marielle Franco.





