O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que a Operação Élpis, da PF e do MPRJ, que prendeu hoje de manhã mais um acusado de participação no assassinato de Marielle Franco terá nos próximos dias novas ações, que deverão levar aos mandantes do crime.
Ele disse que ocorrerão outras operações contra alvos apontados nas investigações como mandantes do crime. Até agora, a PF estava debruçada nos executores da parlamentar e de seu motorista.
O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, preso nesta segunda-feira, na Operação Élpis, chegou à sede da Polícia Federal, no Centro do Rio, às 9h31.
Segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino, a delação premiada de Élcio Queiroz trouxe novos elementos para a investigação e aponta Maxwell como um dos executores de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Apenas parte da extensa delação foi revelada até agora.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, mostrou confiança sobre a descoberta dos mandantes do crime:
— Passos concretos, efetivos, relevantíssimos que estão sendo dados mostram que estamos próximos de esclarecer. Não há crime perfeito. Outras novidades com certeza ocorrerão nas próximas semanas.
Dino afirmou que a apuração mostra que há outras pessoas envolvidas no crime.
— Sem dúvida há a participação de outras pessoas, isso é indiscutível. As investigações mostram a participação das milícias e do crime organizado do Rio de Janeiro no crime.
O ministro da Justiça disse também que a delação de Élcio trouxe elementos que motivaram a operação desta manhã.
— A novidade é que as provas colhidas e reanalisadas pela Polícia Federal confirmaram de modo inequívoco a participação de Élcio e Ronnie. Isso conduziu à delação do Élcio. Ao fazer a delação, ele confessa a própria participação, aponta a participação do Ronnie e acrescenta a participação decisiva do Maxwell. É o início de uma nova fase probatória. Alvos da busca de hoje estão relacionados à delação do Élcio.
Élcio Vieira de Queiroz, que fez a delação que apontou a participação de mais uma pessoa, o ex-bombeiro Maxwell Simões, o Sul, nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, é um ex-sargento da Polícia Militar que foi expulso da corporação em 2015. Ele é apontado como o motorista do carro que perseguiu o veículo onde estavam Marielle, Anderson e uma assessora da então vereadora.
Do carro conduzido por Queiroz partiram, de acordo com as investigações, os tiros que atingiram as vítimas, disparados pelo ex-PM Ronnie Lessa. O ex-sargento foi preso em março de 2019, na Zona Norte do Rio um ano após os assassinatos.
Dino acrescentou que as informações prestadas por Élcio reforçam a “dinâmica” dos fatos do dia do assassinato.
— Aponta a dinâmica do crime, do início até o desfecho, com itinerário, roteiros. Síntese do dia é que delação premiada do Élcio permite informações que conduzam a esclarecimento de toda a dinâmica do crime e evidentemente de outras participações.





