RICARDO BRUNO
Entusiasmado com os resultados da parceria com a Polícia Federal, o Procurador-Geral de Justiça, Luciano Mattos, recebeu na manhã desta segunda-feira, 24, mensagem do ministro da Justiça, Flávio Dino, parabenizando o Ministério Público do Rio pelo trabalho de investigação que resultou na prisão do ex-bombeiro Maxwell Corrêa. Mattos agradeceu a deferência de Dino, reiterando a importância da aproximação do MPRJ com a PF para o esclarecimento do caso Marielle e de outros de solução complicada.
Há três meses, o MP fluminense e o Ministério da Justiça firmaram pacto de colaboração mútua visando à elucidação da morte de Marielle Franco, com a revelação dos mandantes do brutal assassinato da vereadora.
A investigação da morte de Marielle não foi federalizada, permaneceu na competência das autoridades estaduais – MP e Polícia Civil – tendo apenas agora o concurso da Polícia Federal.
A prisão de Maxweel Corrêa, apontado em delação do réu confesso Élcio Queiroz como um das figuras centrais do crime, abre um enorme leque de investigações que, de acordo com fonte do MP, provavelmente levará aos mandantes. Rastreio de ligações, recuperação de mensagens com o recurso de sofisticado software espião, imagens de câmeras próximas à residência do ex-bombeiro e de locais habitualmente frequentados por ele começam a ser analisadas pela inteligência do MPRJ, em parceria com a PF. A partir do cruzamento dessas informações, novas operações serão desencadeadas.
Em entrevista ao Jogo do Poder, no domingo, 23, Luciano Mattos já havia manifestado satisfação com o ingresso da Polícia Federal no caso, investigado por uma Força Tarefa do MP fluminense. Afirmou que a parceria contribuirá decisivamente para o avanço desta e de outros investigações em curso no Gaeco. A partir do caso Marielle, as inteligências do MP e da PF passaram a trocar informação, o que fez aumentar enormemente o poder investigativo da instituição.
Após reunião em Brasília, no Ministério da Justiça, o Procurador-Geral de Justiça esteve com Flávio Dino pelo menos mais duas vezes no Rio nos últimos meses. Os encontros recorrentes confirmam a estreita aproximação entre o MP fluminense e a Polícia Federal.





