As investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, que tiveram mais um capítulo nesta segunda-feira (25) com a prisão de Maxwell Corrêa, o Suel, e a delação premiada do ex-PM Élcio Queiroz, devem resultar em mais operações nas próximas semanas.
A informação foi dada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, em coletiva logo após a prisão de Suel.
“Há aspectos que ainda estão sob investigação, em segredo de Justiça. O certo é que nas próximas semanas provavelmente haverá novas operações derivadas desse conjunto de provas colhidas no dia de hoje [segunda]”, disse o ministro.
A operação foi baseada em apenas um anexo da delação, que fala especificamente sobre o dia do assassinato da vereadora e do motorista.
Élcio dirgiu o Cobalt prata usado no atentado contra Marielle em 14 de março de 2018. Ele está preso desde 2019, quando também foi preso o ex-policial reformado Ronnie Lessa.
Na delação, Élcio diz que Lessa fez os disparos que mataram Marielle e Anderson: “Só escutei a rajada”.
O ministro Flávio Dino disse que “sem dúvidas” houve a participação de mais pessoas nos assassinatos. Segundo Dino, com a prisão de Suel, fica concluída a investigação sobre a execução dos crimes. No entanto, continua a apuração sobre os mandantes.
“A partir daí, as instituições envolvidas terão os elementos necessários ao prosseguimento da investigação. Não há, de forma alguma, a afirmação de que a investigação se acha concluída, pelo contrário. O que acontece é uma mudança de patamar da investigação”, afirmou.
Com informações do g1.





