Flávio Dino é o primeiro ministro do STF a se manifestar publicamente: ‘A Justiça segue firme e serena’

‘Há indícios que é a mesma pessoa que ocasionou uma explosão perto da Câmara e correu para o STF — afirmou o Sargento Santos, da Polícia Militar do DF, que desarmou o explosivo no porta-malas do carro’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi o primeiro integrante da Corte a comentar publicamente as duas explosões na Praça dos Três Poderes, que resultaram em um morto e um carro incendiado na noite desta quarta-feira. Em sua mensagem nas redes sociais, Dino expressou resiliência institucional: “A Justiça segue firme e serena. Orgulho de servir ao Brasil na Casa da Constituição: o Supremo Tribunal Federal.”

Após as explosões, a área foi isolada, o prédio do STF foi evacuado, e a sessão da Câmara dos Deputados, em andamento, foi suspensa. A Polícia Civil e a Polícia Federal (PF) estão conduzindo as investigações, com a PF já instaurando um inquérito formal para apurar o caso. A Polícia Militar do Distrito Federal declarou que, aparentemente, o ocorrido envolveu um “autoextermínio com explosivo.”

Após as explosões, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) iniciou uma varredura no entorno do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava no Planalto no momento das explosões, mas no Palácio da Alvorada, a quatro quilômetros da área. É no Alvorada também onde ele está reunido agora com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Policiais estão cercando a Praça dos Três Poderes e pedindo que as pessoas se afastem. Uma equipe da Polícia Militar está fazendo uma varredura no local para verificar se há outros explosivos. No prédio da Corte, o plenário foi evacuado e a orientação é que ninguém fique próximo às janelas. Além disso, um carro pegou fogo nas proximidades do Anexo IV da Câmara, e policiais também fazem uma varredura agora para saber se há explosivos em outros carros. A Polícia investiga se há relação entre a explosão nas proximidades no STF e o incêndio próximo à Câmara.

— Há indícios que é a mesma pessoa que ocasionou uma explosão aqui (perto da Câmara) e correu para o STF — afirmou o Sargento Santos, da Polícia Militar do DF, que desarmou o explosivo no porta-malas do carro. — Era uma bomba caseira, com pólvora e tijolos.

Ele conta que chegou com sua equipe quando ainda saía fumaça do interior do carro e visualizou um suspeito correndo em direção à Corte.

— A gente correu em direção ao veículo e pediu ajuda ao pessoal da Câmara, com extintores. Conseguimos controlar o fogo e retirar todo o pessoal que estava em volta, para que não tivesse vítimas — disse.

Em nota, o STF afirmou que “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. O texto diz ainda que “servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”. A nota acrescenta que “mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos” e que “a Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”.

Com informações de O Globo.

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