O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para quem roubar celulares ou revender aparelhos de origem irregular. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (15), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na qual o senador também convocou seus apoiadores a buscar votos entre os brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
A live contou com a participação do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Durante a conversa, Flávio defendeu o endurecimento da legislação penal e afirmou que pretende ampliar as medidas de combate ao crime organizado caso seja eleito presidente.
“Ladrão de celular vai ficar preso no nosso governo e vai ter que trabalhar”, declarou.
O senador também comentou a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, que aponta empate técnico entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Proposta prevê punição mais rigorosa para roubo de celulares
A segurança pública foi um dos principais assuntos da transmissão. Flávio Bolsonaro voltou a defender uma proposta de sua campanha para estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para crimes envolvendo roubo de celulares e revenda de aparelhos irregulares.
A medida dependeria de mudanças na legislação penal e de aprovação pelo Congresso Nacional. Atualmente, o crime de roubo tem pena prevista de quatro a dez anos de reclusão, além de multa, podendo haver aumento conforme as circunstâncias.
Flávio afirmou que pretende contar com a experiência de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, e com a atuação parlamentar de Nikolas Ferreira para formular propostas mais rigorosas.
“E eu vou contar muito com profissionais capacitados, experimentados, como está o Derrite aqui, e com o Nikolas, com o preparo dele na Câmara Federal, para aprimorar ainda mais a legislação, para deixar ela mais dura ainda”, afirmou.
O candidato também disse que pretende declarar guerra aos grupos que classifica como “narcoterroristas” a partir de janeiro de 2027, caso vença a eleição.
Flávio pede votos de quem não compareceu ao primeiro turno
Outro ponto central da live foi a tentativa de ampliar a participação eleitoral no segundo turno.
Flávio e Nikolas incentivaram os apoiadores a conversar com pessoas que não compareceram às urnas em 4 de outubro, quando ocorreu a primeira votação presidencial.
O senador pediu que cada eleitor procure conquistar pelo menos mais um voto para sua candidatura.
“Então, gente, vamos lá dar um gás. Eu faço um pedido aqui para cada um de vocês, fica de missão: você conhece alguém que não foi votar no 1º turno?”, questionou.
Flávio também afirmou que a eleição representa uma oportunidade de mudança no comando do governo federal e voltou a fazer críticas à administração Lula.
Durante a transmissão, o candidato questionou medidas anunciadas recentemente pelo governo, embora não tenha especificado quais propostas eram alvo de suas críticas.
Senador questiona Datafolha e diz acreditar em vantagem maior
Flávio Bolsonaro também comentou os números da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira.
O levantamento mostra o senador com 47% das intenções de voto e Lula com 45%, considerando o total de entrevistados. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.
O candidato, entretanto, afirmou acreditar que sua vantagem seja superior à registrada pelo instituto.
“Se está a gente na frente do Datafolha, pode ter certeza que é muito mais na frente”, declarou.
Flávio argumentou que o instituto teria subestimado seu desempenho no primeiro turno.
Na votação de 4 de outubro, o senador obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.
A avaliação feita pelo candidato sobre a pesquisa representa sua interpretação dos números e não altera o resultado estatístico divulgado pelo Datafolha.
Candidato comenta visita ao pai em Brasília
Durante a live, Flávio também falou sobre a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na terça-feira (13), em Brasília.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar, após decisão judicial.
O encontro entre pai e filho foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio afirmou que o ex-presidente acompanha a disputa eleitoral e demonstrou satisfação com o desempenho dos candidatos apoiados por ele no primeiro turno.
“Está muito feliz com o que vocês fizeram nas urnas 25 de outubro”, declarou.






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