Flávio diz que foi pego de surpresa por suspeitas contra Castro, Bacellar e Canella

Em entrevista à TV Globo, candidato do PL afirma desconhecer suspeitas envolvendo aliados políticos no Rio, dois deles presos, e defende punição para quem tiver ligação com o crime organizado

Adicione a Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou estar surpreso com as acusações envolvendo três de seus principais aliados políticos no Rio de Janeiro: o governador Cláudio Castro, o deputado estadual Rodrigo Bacellar e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Durante entrevista à TV Globo, nesta sexta-feira (16), o presidenciável disse que desconhecia as suspeitas levantadas contra os três e defendeu a punição de pessoas envolvidas com o crime organizado.

Os questionamentos ocorreram durante a sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, um dia depois da entrevista do presidente Lula (PT), adversário de Flávio no segundo turno das eleições presidenciais. O candidato do PL foi confrontado com as investigações envolvendo integrantes de seu grupo político no estado, incluindo Bacellar e Canella, que chegaram a ser presos sob suspeita de ligação com organizações criminosas.

Flávio afirmou que não tinha conhecimento dos fatos mencionados e se declarou “surpreso” com as acusações. Ao mesmo tempo, sustentou que qualquer pessoa comprovadamente envolvida com atividades criminosas deve ser responsabilizada, independentemente de sua posição política.

Investigações atingem aliados no Rio

As perguntas sobre Castro, Bacellar e Canella colocaram em evidência a relação do candidato com políticos que integram a base de sustentação do bolsonarismo no Rio de Janeiro.

Bacellar e Canella foram alvos de investigações que resultaram em suas prisões. No caso de Canella, as suspeitas incluem possíveis conexões com integrantes do crime organizado na Baixada Fluminense. As acusações ainda dependem de apuração e não representam condenações definitivas.

O episódio também ocorre em um momento de reorganização política no estado. O governador eleito Douglas Ruas (PL), aliado da família Bolsonaro, venceu a disputa estadual, mantendo o grupo político à frente do Palácio Guanabara.

Durante a entrevista, Flávio também descreveu a situação da segurança pública fluminense, mencionando territórios dominados por organizações criminosas e as dificuldades enfrentadas pelas forças policiais para atuar nessas regiões.

Flávio defende armas e critica restrições

A política de segurança pública foi outro ponto de tensão da sabatina. Flávio defendeu a flexibilização do acesso às armas de fogo e a política armamentista adotada durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.

O candidato classificou como “tese maluca” a ideia de que a ampliação do acesso às armas aumenta a insegurança. Também defendeu os colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) e mencionou a possibilidade de rever o Estatuto do Desarmamento.

Questionado sobre uma proposta que poderia dificultar a identificação de munições utilizadas em crimes, Flávio não apresentou uma resposta direta, mesmo após a insistência da entrevistadora.

“Entendi que fiquei sem resposta”, observou Renata Lo Prete.

Saúde e críticas ao governo Lula

Na área da saúde, Flávio apresentou propostas voltadas ao uso de tecnologias e comentou a indicação de Claudio Lottenberg para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.

Renata Lo Prete lembrou que Lottenberg havia criticado a demora do governo Jair Bolsonaro na compra de vacinas contra a Covid-19. O candidato respondeu que pretende “olhar para a frente” e passou a apresentar suas propostas para o setor.

Ao longo da entrevista, Flávio também fez críticas a Lula e defendeu a continuidade de políticas implementadas durante a gestão do pai.

A sabatina ocorreu em meio à reta final da campanha presidencial, com os dois candidatos buscando apresentar suas propostas aos eleitores antes do segundo turno.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo